Exposição "A PAISAGEM: Vestígios, Desvios e outras Derivas


MACRS inaugura "A Paisagem: Vestígios, Desvios e outras Derivas", com mais de 50 obras do acervo e de coleções de artistas.

A exposição é a primeira com a curadoria de Ana Zavadil como Curadora-Chefe do museu e Letícia Lau, Curadora Assistente.
O acervo foi investigado com a intenção de colocar ao lado das obras, cujas historicidades tratam especificamente do ponto em questão, aquelas que, de alguma maneira, trouxessem novas perspectivas e criassem um ambiente favorável a diálogos e/ou aproximações para juntas construírem novos sentidos, uma vez que, as escolhas interpretativas estão diretamente relacionadas ao percurso do visitante. 
A paisagem, gênero histórico da arte, retorna em A Paisagem: Vestígios, Desvios e outras Derivas para instigar percepções em torno do conceito e do modo como ele se amplia por meio de maneiras diferenciadas de apresentação através de pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, instalações, objetos e outras modalidades artísticas. As obras escolhidas para a exposição retratam o momento em que nos apossamos delas para falar da beleza da paisagem como abordagem artística, retirando-as do acervo para estabelecerem diálogos entre si e com obras da coleção de artistas.
O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul começa a exibir um novo modelo curatorial a partir da gestão da nova diretora Ana Aita e de sua curadora-chefe Ana Zavadil, trazendo inovações importantes no que tange à apresentação das obras no espaço, alterando seu significado, propondo novas maneiras de expor o acervo em sintonia ou contrapontos com obras de artistas convidados ou de outras instituições, das quais muitas serão expostas ao público pela primeira vez. Um considerável número de obras do acervo e de artistas convidados para discutir um conceito específico a partir das obras que vão gerar conhecimento específico em um campo institucional, isto é o que o MACRS deseja priorizar.
As obras desta exposição foram escolhidas para simbolizar um conceito peculiar, e mesmo elas sendo de estilos diferentes no contexto museológico ampliam o seu potencial de significado. 
A paisagem que ora se apresenta descritiva, ora metafórica, pode ser também emblemática e simbólica nas obras desta exposição. Essas obras reunidas criam possibilidades de leituras intercambiáveis, provocadas pela disposição e pelo grau de complexidade de cada uma. A chave para essa leitura está no percurso escolhido por cada observador e no modo como colocará a sua imaginação a uma disposição aberta da sensibilidade.