NO MÊS DE ANIVERSÁRIO DO POETA MARIO QUINTANA, O MACRS APRESENTA SUAS NOVAS EXPOSIÇÕES:



Sandro Ka, Série Clássicas, gesso e plástico, Porto Alegre, 2013.


Imaginação, fé e política são temas apresentados na exposição Deixa Estar, do artista visual Sandro Ka.

Composições criadas a partir de objetos e imagens do universo popular e de massa são apresentadas na exposição do artista, em julho no MACRS.

Reunindo mais de 40 obras, entre recentes e destaques de uma produção de mais de dez anos, a exposição Deixa Estar, do artista visual gaúcho Sandro Ka, ganha exibição em julho, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul.

Em sua produção, o artista apresenta como temas de interesse a imaginação infantil, a imaginária religiosa e a citação de ícones da história da arte ocidental, como referências explícitas e irônicas, a esses sistemas de crença que orientam tradições e comportamentos na vida social, pública e privada.

Através da apropriação e justaposição de brinquedos, bibelôs e estátuas religiosas, produtos industrializados e difundidos massivamente, o artista faz emergir através destas composições a inocência lúdica que permeia a fé, a infância e a criação artística.

Com uma proposta museológica inédita no MACRS, assinada pela curadora Bianca Knaak, Deixa Estar propõe diálogos entre a produção do artista e um recorte representativo de obras do acervo do museu. Em diferentes suportes e linguagens, nomes conhecidos como Alfredo Nicolaiewsky, Elaine Tedesco, Fernando Lindote, Fernando Zago, León FerrariLia Menna BarretoWalmor Corrêa, Tatiana Pinto, Téti Waldraff  podem ser conferidos ao lado de obras de outros jovens artistas, como Daniel Escobar e Tridente. Segundo Knaak, tratam-se de obras que fazem parte de um repertório artístico que em distintos momentos e de diferentes maneiras inspiram, influenciam e dialogam com as motivações plásticas de Sandro Ka, ele mesmo representado no acervo do MACRS com três obras tridimensionais. Desta forma, a abordagem curatorial se propõe a apresentar diferentes momentos da cena artística brasileira, que são referências para a formação e compreensão da produção do artista. Neste processo destaca, também, o fundamental papel dos museus e da visibilidade de suas coleções para a formação do público ampliando, assim, suas oportunidades de acesso à arte contemporânea em nossa cidade.

Sandro Ka (1981, Porto Alegre) é artista visual, formado pelo Instituto de Artes da UFRGS. Desde 2003, participa de exposições entre as quais destacam-se a individual Relações Ordinárias (Paço Municipal, Porto Alegre, 2008) e as coletivas Cromomuseu (MARGS, Porto Alegre, 2011), O Triunfo do Contemporâneo (Santander Cultural, Porto Alegre, 2012), Labirintos da Iconografia (MARGS, Porto Alegre, 2011) e VIII Bienal do Recôncavo Baiano (São Félix, BA, 2006).

Bianca Knaak é doutora em História, professora no Instituto de Artes da UFRGS, membro do Comitê Brasileiro de História da Arte (CBHA), e ex-diretora do MACRS e do IEAVI.

Créditos imagens: Obras Sandro Ka - Santo Clic.

Serviço:

DEIXA ESTAR | exposição de SANDRO KA 
Museu de Arte Contemporânea do RS – MACRS, Galeria Sotero Cosme - Rua dos Andradas, 736, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana, POA/RS.
Inauguração dia 09 de julho às 19h.
Visitação de 10/07 a 11/08/22013 - Segunda das 14h às 19h, de terça à sexta das 10h às 19h, sábados, domingos e feriados das 12h às 19h.
Informações: +55 51 3221 5900 / mac@sedac.rs.gov.br




Adriana Conti Melo, "Sempre em busca de novas de novas descobertas", pintura, São Paulo, 2013.




Adriana Conti Melo inaugura exposição de pinturas inspiradas na obra de Mario Quintana no mês de aniversário do poeta.

Espaço iluminado de uma intensa irrealidade  é o nome da exposição que a artista plástica paulista Adriana Conti Melo apresenta no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, na galeria Xico Stockinger da Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre/RS, entre os dias 10 de julho e 11 de agosto. O nome da exposição e da maioria das pinturas é obtido a partir de leituras da obra do poeta Mario Quintana, espécie de homenagem e reconhecimento da artista ao gaúcho que dá nome ao espaço cultural onde fica o Museu.

Nesta exposição Conti Melo dá continuidade ao seu trabalho de pesquisa e exploração da intersecção entre as cores e as linhas, formando espaços que se evidenciam mais de forma pictórica do que planejada, reforçando o seu nome no cenário artístico brasileiro. Como diz a curadora da exposição Kátia Canton, a artista “passou a construir um universo próprio de camadas, com planos de cor, jogos de perspectivas imperfeitas, linhas que cortam a superfície e acabam ganhando um lugar graças à cor. Resulta-se num singular labirinto, numa beleza que é também repleta de estranhamento”.

E essa beleza é reforçada pela potência dos traços e da pintura, convidando o espectador a criar um paralelo com alguma imagem de seu repertório próprio, a mergulhar na busca de onde darão as portas, janelas ou escadas que se insinuam nas telas. Conti Melo parece questionar o espectador das certezas sobre o domínio dos lugares, “busco imagens referenciais que me impactem, que conversem com o meu banco de emoções internas, que me façam pensar ou imaginar alguma possível cena da minha vida. Começo a construí-las a partir do fundo negro e me liberto do guia de partida, por isso costumo dizer que são espaços que se fundem da minha emoção e do pedido das cores, ganhando vida própria e que terão outras interpretações dependendo de quais emoções aportam quem na frente delas se coloca”.

São treze pinturas, a maioria de grande formato, que não deixam o visitante passar ileso, nem neutro, como diz Canton: “nessas passagens que não nos guiam a lugar algum, nos resta ficar na própria companhia e presença. Penetrando as telas com o olhar, permanecemos em nossas próprias entranhas. Estamos, longe de casa, mas passíveis de captar algum resíduo de familiaridade e afeto. Nos contornos dos degraus, na angularidade de alguma porta podemos associar memórias, encantados que estamos com a gradação de cores. Nesse momento, então, podem surgir relações de tempo e espaços – identificações com detalhes de lugares que já vimos ou já vivemos. Cria-se ali, um passeio pela própria história”.

Adriana Conti Melo (1965, São Paulo, SP) graduou-se em Desenho Industrial pelo Mackenzie. Exposições Individuais: Espaço iluminado de intensa irrealidade – MACRS - Porto Alegre – 2013; Estás dentro - Galeria Central/Ímpar - São Paulo – 2012; Coletivas: Indepêndencia ou Morte – Ateliê Fidalga – 2012; AlugaseVille – Galeria Central – São Paulo 2012; Aluga-se Na Dconcept – Galeria Dconcept –São Paulo -2012; Quase a última foto - Fotogaleria Virgílio Calegari Porto Alegre – 2012; Galeria Ímpar - São Paulo – 2011; Meio Quilo -Museu Eugenio T Leal – Salvador – 2011; Convivendo com arte – Conhecendo Artistas Banco Santander -  São Paulo – 2011; Boîte Invaliden - Invaliden1 – Berlim – 2011; About Change – World Bank – Washington DC – 2011; PhotoFidalga  Quase  Galeria  Espaço T – Porto/Portugal  2010; Ateliê Fidalga no Paço das Artes - Ateliê Fidalga  2010; Nos limites da arte Ateliê  Fidalga – Funarte SP – 2009; PhotoFidalga  Carpediem – Lisboa -2009.

Kátia Canton é natural de São Paulo, estudou arquitetura, formou-se em jornalismo e dança moderna. Cursou Literatura Francesa no Cours Superière de Nancy na França. Em 1987 foi residir em Nova York, trabalhando para vários jornais e revistas, como o Jornal da tarde e O Estado de São Paulo, a revista Isto É, Vogue, Elle, O Expresso de Portugal, além de revistas norte-americanas de arte, como Art in America e Artforum. Fez doutorado em Arte e Interdisciplinaridade na New York University. Trabalhou no departamento de Arte-Educação do MoMA (Museum of Modern Art). Em 1994 volta ao Brasil, onde se torna professora e curadora do Museu de Arte Contemporânea da USP em São Paulo.

Crédito imagens: Adriana Conti Melo - Divulgação

Serviço:

ESPAÇO ILUMINADO DE UMA INTENSA IRREALIDADE| exposição de ADRIANA CONTI MELO
Museu de Arte Contemporânea do RS – MACRS, Galeria Xico Stockinger - Rua dos Andradas, 736, 6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana, POA/RS.
Inauguração dia 09 de julho às 19h.
Visitação de 10/07 a 11/08/22013 - Segunda das 14h às 19h, de terça à sexta das 10h às 19h, sábados, domingos e feriados das 12h às 19h.
Informações: +55 51 3221 5900 / mac@sedac.rs.gov.br