MACRS LANÇA PROJETO MEMÓRIA CONTEMPORÂNEA

E ABRE ESPAÇO PARA JOVENS ARTISTAS


Dia 28 de maio de 2013, às 19h, o MACRS (Rua dos Andradas, 736, 6º andar, na CCMQ) inaugura muito mais que duas novas exposições. O projeto MEMÓRIA CONTEMPORÂNEA, que tem por objetivo resgatar a produção de artistas cuja trajetória não esteja bem representada nos acervos públicos brasileiros, inicia com a curadoria de Flávio Gonçalves sobre a obra em pintura de ADRIANO ROJAS com o título O GATO QUE NÃO PEGAVA O RATO. Já na exposição O RUMOR DA MATÉRIA, com curadoria de Bettina Rupp, a nova escultura da jovem artista VIVIAN LOCKMANN prova que o Museu, sem perder de vista a formação de acervo, continua a abrir espaços para a produção artística e curatorial recente. Neste mês o projeto ARTE, GASTRONOMIA  E BEBIDAS REGIONAIS em parceria com o grupo de trabalho RS MAIS GASTRONOMIA, será com a escola de gastronomia da UFCSPA que preparará o cardápio do coquetel inspirado nas obras dos artistas em exposição, além de bebidas tradicionais oferecidas pela APRODECANA, CORUJA CERVEJA VIVA e pelo IBRAVIN.





ADRIANO ROJAS: O GATO QUE NÃO PEGAVA O RATO

Conforme o curador Flávio Gonçalves, esse foi o título da primeira exposição individual de Adriano Rojas, em 1996. Desde o começo de sua caminhada o artista apontava para o que seria o tema central de sua obra: a pintura como ofício e como desafio. Através dessa imagem da espreita e da caça estão presentes os componentes da disputa que se trava em seus trabalhos.

“Quando pinto quero dar ao expectador uma maior sensação de fruição formal do quadro, uma fruição advinda de suas sensações visuais do que de qualquer outro aspecto” AR

“Sobre o ato de pintar, é importante dizer que fundamentalmente se dá pelo prazer, não que isso signifique algum tipo de facilidade, ao contrário, me é bastante difícil.” AR

Cada pintura deseja para si um destino particular que surge no horizonte como uma oportunidade. Adriano sempre esteve atento a essa diferença entre intenção e realização, uma briga de gato e rato entre artista e obra. Quando ele pensava ter o trabalho em mãos, a pintura desgarrava livre e autônoma, mudando seu rumo, propondo novos caminhos.

“A pintura parece ser, por excelência, a arte de construir, desconstruir, reconstruir, conferindo a ela uma unidade, pois são deixados evidentes as marcas e os caminhos traçados, sendo essa a característica de vital importância para mim, pois é mostrado o seu processo.” AR

“Gostaria que minha pintura fosse vista como aquilo que ela efetivamente é, não como o que ela pode ser, ainda que eu saiba ser este um desejo difícil de ser alcançado [...], pois associações acontecerão, inclusive de minha parte.” AR

Adriano teve sua trajetória interrompida prematuramente. Através do projeto Memória Contemporânea o MACRS traz a público uma seleção de diferentes fases de seu trabalho em pintura, homenageando assim uma das carreiras mais promissoras.






VIVIAN LOCKMANN: O RUMOR DA MATÉRIA

Segundo a curadora Bettina Rupp, as esculturas de Vivian Lockmann despertam o olhar curioso para compreender do que se trata a forma indefinida disposta no chão. Um estranhamento ao reconhecer a erva daninha que estrangula braços de Jacarandás, mas agora envolve um corpo. Em seguida, defrontamo-nos com a beleza de um pé bem torneado, herança de uma cadeira incutida em um corpo, ao lado de um sorriso enigmático da manequim, tão sedutora e estéril.

As formas que brotam nas esculturas apresentam as angústias de quem vive o processo criativo. Vemos vísceras de algo que ainda não está pronto, lutando para conseguir espaço. O projeto inicial vai aos poucos desaparecendo e o acaso começa a dominar forma e conteúdo.

A criação nunca está desconectada do tempo presente. Os objetos antigos estão com suas funções inutilizadas, enterradas na memória, enquanto outro ser vai tomando contorno. Algo inexplicável, entre o desejo e a materialização de um corpo sexual. Enquanto os insetos saem dos casulos, as esculturas de Vivian recebem objetos, para torná-las “vivas” de sentido.


SERVIÇO:

O QUÊ? EXPOSIÇÕES:

ADRIANO ROJAS: O GATO QUE NÃO PEGAVA O RATO, curadoria de Flávio Gonçalves na galeria Xico Stockinger/MACRS.

VIVIAN LOCKMANN: O RUMOR DA MATÉRIA, curadoria de Bettina Rupp na galeria Sotero Cosme/MACRS.

ONDE? MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO RS (Rua dos Andradas, 736, 6º andar, na Casa de Cultura Mario Quintana)

QUANDO? INAUGURAÇÃO DIA 28 DE MAIO DE 2013 DAS 19h às 21h. Visitação até 30 de junho de 2013, segunda das 14h às 19h, de terça a sexta das 10h às 19h, sábados, domingos e feriados das 12h às 19h.

PARA MAIS INFORMAÇÕES ACESSE:

contemporanears/facebook.com

ou

TEL.: +55 51 3221 5900 / E-MAIL: mac@sedac.rs.gov.br