3 exposições abrem no dia 07/07

Todas as 03 exposições terão abertura no sábado, dia 07 de julho, às 11h.

A visitação será franqueada ao público.


PEQUENO BRONZE - AEERGS - Espaço Vasco Prado



O MACRS e a Associação dos Escultores do Estado do Rio Grande do Sul ao resgatarem o projeto do PEQUENO BRONZE – UMA GRANDE EXPOSIÇÃO trazem um clássico da arte com o olhar de um novo tempo. A mostra propõe a redescoberta do bronze em sua forma mais contemporânea. Com a curadoria da Associação de Escultores do Rio Grande do Sul – AEERGS participam os seguintes artistas: Ana Aita, Ângela Pettini, Arminda Lopes, Bez Batti, Bira Fernandes, Britto Velho, Caé Braga, Claudia Piccinini, Eduardo Martins, Gloria Corbetta, João Otto Klepzig, Kira Lua, Hidalgo Adams, Luis Gonzaga, Maria Tomaselli, Marilia Fayh, Paulo Aguinsky e Olga Velho.


TERRA DESOLADA, de Lenir de Miranda, na Galeria Sotero Cosme

FOTO Lenir de Miranda/Divulgação


Nesta instalação, a referência literária recai sobre Waste Land, de T.S.Eliot, um poema lançado em 1922, que hoje está mais atual do que nunca. Partindo da poética do fragmento, de acordo com o estilo do autor, os trabalhos se estendem entre pinturas, desenhos, livros-de-artista e instalação com galhos negros.

A artista Lenir de Miranda volta a expor no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul sua sempre intensa produção pictórica. O impulso literário da sua pintura freqüentemente associada aos textos das narrativas de Homero e Joyce, onde Ulisses personificava o centro de toda figuração que flutua nas telas é vista agora renovada beirando a quase desumanização na sua nova série, dita fragmentária, de trabalhos expostos em Terra Desolada - pintura, fragmentos, instalação. No entanto, a artista ainda preserva o elemento humano básico, que emerge da profundidade das leituras, dedicando obsessiva atenção ao conceitual, embora com habilidade e técnica de grande densidade expressiva. Lenir gosta de dizer que faz tudo ela mesma, talvez por isto que faça além, trabalhando sua sagaz pintura em todos os meios concebíveis, como tapetes, chapas metálicas, crinas de cavalo, galhos secos, entre outros materiais que opera com vigor extremo em suas colagens e assemblagens. Nas histórias que contam - e a narrativa é um componente central aqui - a ficção clássica é trazida do imaginário ao mundo real, condensadas na materialidade de suas obras. Em um tempo que nossas vidas são moldadas por tecnologias digitais, que visitamos sites para conhecer os artistas e museus, as obras de Lenir de Miranda ainda pedem a visita ao ateliê, ao lugar de onde partiram. Transportá-las da histórica Pelotas para as salas do MAC, é bem dizer parte do que elas são - uma odisséia permanente ao que ainda desconhecemos do mundo. Talvez estejamos na frente de obras que têm como princípio provocar o quanto não entendemos a nós mesmos. Lenir, contudo, não perde seu fio condutor, aquele que ao nos levar por esta viagem sem fim, preserva e renova em nosso olhar os códigos pictóricos, reunidos entre os fragmentos e as instalações que acompanham solidários suas pinturas. A artista retrocede a figura do mito fundador, de civilizações arcaicas, acessando uma dimensão íntima do ser, onde podemos reencontrar e até descobrir novas fronteiras e limites que, agora, inspiradas na poesia Wast Land de T.S. Eliot, convidam-nos a devastar a terra de uma existência (própria ou alheia), porém ainda ignorada. Lenir de Miranda não está preocupada com a pureza da linguagem, ao contrário, é mestra de uma produção excêntrica, tanto territorialmente, como na forma e concepção, pois não leva o mundo, mas o traz em suas pinturas, desenhos, assemblagens, instalações e livros. A bicentenária Pelotas, cidade homenageada por ser berço permanente de importantes artistas, comemora hoje uma das suas cidadãs honorárias mais ilustres, que tem sua obra presente em diversos museus e coleções particulares pelo mundo afora. O MACRS sente-se orgulhoso de realizar esta dupla homenagem e agradece à artista pela oportunidade do reencontro com o Museu e o seu público.

ARTE SUL CONTEMPORÂNEA

homenageia os 200 anos da cidade de Pelotas

na Galeria Xico Stockinger

O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul apresentará, de 07 de julho a 12 de agosto de 2012, na Galeria Xico Stockinger a exposição ARTE SUL CONTEMPORÂNEA, com obras de quatorze artistas que iniciaram suas carreiras na cidade de Pelotas, RS. A mostra, com curadoria de Neiva Bohns, contará com performances, desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, esculturas, objetos, instalações, vídeos e vídeo instalações. Integram a exposição obras dos artistas André Barbachan, Francis Silva, Helene Sacco, Isabel Ramil, João Genaro, Kelly Xavier, Luciano Mello, Marina Guedes, Martha Gofre, Patrick Tedesco, Ricardo Mello, Thiago Reis, Thiago Araújo e Vivian Herzog. A exposição abre no dia do aniversário de duzentos anos da cidade de Pelotas, e integra o ciclo de eventos comemorativos pela passagem desta data histórica. O projeto, idealizado pelo MACRS, conta com o apoio do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas e da Secretaria de Cultura de Pelotas.

Integrando a exposição e em pré-estréia, dia 06 de julho, às 12h, acontecerá a performance "PASSAGEM" de Thiago Araújo na qual o artista queimará uma escultura antropomórfica de incenso na Travessa dos Cataventos da Casa de Cultura Mario Quintana. Contato para filmagens pelo telefone (51) 3221 5900.

Curadoria - Neiva Bohns (Pelotas, RS, 1961)

Crítica e curadora de Artes Visuais. Doutora em Artes Visuais (História, Teoria e Crítica das Artes Visuais). Professora de História da Arte e de Arte Contemporânea do Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas, RS.

Listagem de artistas (com local e data de nascimento)

André Barbachan (Herval, RS, 1979)

Francis Silva (Várzea, RN, 1964)

Helene Sacco (Canguçu, RS, 1975)

Isabel Ramil (Rio de Janeiro, RJ, 1989)

João Genaro (Poços de Caldas, MG, 1983)

Kelly Xavier (Rio Grande, RS, 1975)

Luciano Mello (Pelotas,RS, 1969)

Marina Guedes (Porto Alegre, RS, 1985)

Martha Gofre (Pelotas, RS, 1973)

Patrick Tedesco (Pato Branco, PR, 1987)

Ricardo Mello (Santiago, RS, 1980)

Thiago Reis (Pelotas. RS, 1986)

Thiago Araújo (São Paulo, SP, 1985)

Vivian Herzog (Pedro Osório, RS, 1981)